| A HISTÓRIA DO ESCRIVÃO BARTLEBY de Francisco Luís Parreira |
Estreia Espaço A Capital/ Teatro Paulo Claro, 8 de Novembro de 2001 O texto está publicado na Revista nº 7 dos Artistas Unidos.Num dia de trabalho como os outros, o escrivão Bartleby ergue-se da secretária, coloca-se de pé a meio do gabinete e deixa de ter fome. Não fará doravante coisa enhuma. As exortações, os pedidos de esclarecimento do patrão têm como resposta única "Preferia não o fazer".
A natureza própria do limbo é a de Bartleby, a mais antitrágica das figuras de Melville ( ainda que, aos olhos dos homens, nada pareça mais desolador que o seu destino) - e está aí a raíz, impossível de arrancar, daquele "preferia não", contra o qual se desfaz, simultaneamente com a razão divina, toda a razão humana. |


