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CRIME E CASTIGO de José Maria Vieira Mendes (a partir de Dostoievski)
Estreia Teatro Taborda,15 de Setembro de 1999. Crime
e Castigo pretende confundir géneros numa tentativa de actualizar o teatro
sem lhe retirar a sua essência. A partir de uma adaptação do romance Crime
e Castigo de Dostoievski e de um posterior trabalho de reescrita pensado
no jogo entre o monólogo e o diálogo, entre o indivíduo e o grupo, pretende-se
um teatro que modernize sem perder o seu estatuto de arte colectiva. Partirá
da riqueza e da poesia do texto literário, ao qual fará convergir a linguagem
e o sentimento do Rock.
Crime
e Castigo tem tudo o que é necessário para ser um imenso drama trágico,
prometaico, denso e complicado como um folhetim radiofónico, à beira de
lágrimas, depois de José Maria Vieira Mendes o ter vertido habilmente
em moldes cénicos. Mas Crime e Castigo é, além de tudo mais, a demostração
do desmedido talento de Manuel Wiborg, no extenuante papel principal.
Mas é importante não esquecer o elenco seguríssimo que o rodeia, um grupo
de actores cujos nomes são para aprender de cor. |
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