| DAVID LESCOT
Autor, encenador e músico nascido em 1971, monta a sua primeira peça, Les Conspirateurs, espécie de “comédia musical negra”, em 1999, em Paris, no Théâtre International de Langue Française. Colabora, enquanto músico, e depois para o teatro, como o compositor e pianista Charles Valade, que assina a música de Les Conspirateurs e depois do seu segundo espectáculo L’Association (Théâtre de l’Aquarium, 2002). Em 2000, conhece a encenadora Anne Torres, para quem assina e interpreta a música para Le Prince de Machiavel (Nanterre-Amandiers, 2001). Musica um poema de Aragon para o espectáculo Le Fou d’Elsa (Théâtre de la Colline, 2005) e escreve a sua terceira peça , Le Mariage (MC93 Bobigny, 2003). Participou nas edições de 2002 e 2003 do Festival Mousson d’été com L’Instrument à pression (leitura para a France Culture por Claude Guerre) e L’Après-Guerre (que obteve um apoio para a escrita do Ministério da Cultura e que o próprio David Lescot dirigiu em leituras, em 2004 e 2005 respectivamente na Manufacture de Colmar e no Studio de la Comédie Française). Participou também na Müller Factory, (Lyon, 2002), por ocasião da qual escreveu Tragique troupier (editions Entre Deux M). Tem sido convidado por vários festivais consagrados a escritores actuais (Temps de la Parole na Comédie de Valence, Court Toujours em Poitiers, Chambre Ouverte na Comédie de Reims). Escreveu várias peças lidas para a France Culture (dirigidas por Michel Sidoroff ou Claude Guerre) e tem trabalhado como escritor ou dramaturgista sob a direcção de outros encenadores (Eleonora Rossi em Meeting, François Marthouret e Julien Brochen em Pai de Strindberg). Tanto a sua escrita como o seu trabalho cénico procuram integrar no teatro meios e formas não dramáticas, em particular a música: a convite de Hubert Colas, apresenta em Marselha Quelques Dommages Physiques (2003). Apresenta, nos Rencontres à la Cartoucherie (2003), e depois na Maison du Comédien - Maria Casares (Alloue) uma primeira versão de L’Amélioration, com Scali Delpeyrat. O espectáculo foi feito em Paris e depois foi em digressão entre 2004 e 2005. A convite do Carreau de Forbach, escreve em 2003 Um Homem Falido (estreada em França em 2005/06 e no Traverse Theatre de Edimburgo em 2006). Dirige vários estágios, nomeadamente com a ERAC (Escola de Actores de Cannes) em 2003 e na Chartreuse de Villeneuve-Lez-Avignon em 2004. Enisba estudos Teatrais na Universidade de Paris X Naterre desde 1999 e é autor de uma ensaio, Dramaturgies de la Guerre (Belfort, Circé, 2001, Prémio Jamati 2002 de estética teatral).
Na Revista Artistas Unidos nº 21 está publicado o texto Um Homem Falido.
Nos Artistas Unidos:
2008 - UM HOMEM FALIDO (Antena 2);
2009 - UM HOMEM FALIDO (leitura)(com apoio do IFP). |