AINDA NÃO ACABÁMOS como se fosse uma carta de Jorge Silva Melo

ainda nao acabamos 1 AINDA NÃO ACABÁMOS como se fosse uma carta de Jorge Silva Melo Com Américo Silva, António Simão, Catarina Wallenstein, Jean Jourdheuil, Spiro Scimone, Elmano Sancho, Manuel Wiborg, Isabel Muñoz Cardoso, Sylvie Rocha, Fernando Lemos, Jorge Martins, João Pedro Mamede, José Medeiros Ferreira, Pedro Carraca, João Meireles, Vânia Rodrigues, Maria João Pinho, Maria João Luís, Miguel Borges, Pedro Gil, Rita Brütt, Rúben Gomes, Sofia Areal Direcção de Fotografia José Luís Carvalhosa Som Armanda Carvalho Montagem Miguel Aguiar e Vítor Alves Realização Jorge Silva Melo Produção Artistas Unidos

Na RTP 2 a 3 de Abril de 2019

Estreia no S. Luiz Teatro Municipal, 8 de Fevereiro

Uma deambulação por meio século, sim, uma carta talvez. Viagens pela minha vida, podia chamar-lhe eu, que tanto gosto de Garrett. Um traveling como ele gostaria, uma história solta, memórias, projectos, encontros.
Também porque, desde 1995, tenho feito vários retratos de artistas (Palolo, Bravo, Lapa, Skapinakis, Bartolomeu, Ângelo, Sena, Ana Vieira e preparo Sofia Areal e Fernando Lemos), comecei a pensar que é isso a minha vida, estes encontros, ver, ouvir, cortar, mostrar, provocar.
Quero, com este filme continuar a mostrar o que vejo.
Transcrevo, de um artigo que escrevi para o Diário de Notícias:
Quando, novinho, olhei para o espelho, hei-de ter percebido que não era pelo sex-appeal que havia de seduzir os outros. Não foi por isso que desesperei. Ou que desisti de seduzir. Aos cinco anos, tratou-me da asma em Madrid um médico extraordinário, (…) D. Gregorio Marañon. E há-de ter sido por essa altura que a mim próprio disse: velho, isso mesmo, velho é isso o que eu quero ser. E não é que isso seja difícil, pois todos os dias o consigo: ser mais velho. Com todas as características que se atribuem a essa categoria desde sempre em vias de extinção: caturra, vigilante, embirrento, resmungão, quezilento, complicado, solitário, memória de elefante, injusto, parcial, citação pronta e anedota ilustrativa para qualquer caso da vida, colhendo as tempestades dos ventos que em novo semeei, com má fama e desleixado no vestir ou na barba por fazer. Mauzinho. Assim escondo (ou penso suplantar) a juvenil graça que me faltou, o músculo tenso, e deixo a barriga crescer ao sabor dos doces da casa que em qualquer cidade do mundo, Sevilha, Berlim, Lisboa, acabo sempre por descobrir com todo o colesterol possível. Vivo sozinho e desarrumado, procurar um livro, encontrar uma cassete é um quebra-cabeças nesta casa grande onde moro, perto do Rato e do Marquês. Os meus amigos têm a chave de minha casa, e há chaves espalhadas de Cracóvia a Antuérpia, Berlim, Paris, Cacilhas, Estocolmo, Madrid. Ou no escritório. (…) Gosto de conversar e mais ainda gosto de desconversar. Gosto de passear. Sozinho mas também com outros mas não com muita gente. Um dia hei-de voltar a Roma. (…) Não tenho gato mas talvez um dia me decida, que é de gatos que eu gosto, de os olhar e à sua majestade. Porque gostava de ser lembrado como alguém que, como os gatos, se passeou. Um "flâneur".
E gostava de escrever com a independência do Garrett. O Garrett das Viagens, também passeante. Passeante pela vida, como os gatos. Mas a envelhecer embirrento, como os homens.
Será parecido com isto este filme? Assim o tentarei, passeando…
Jorge Silva Melo

Sou eu que escrevo esta carta, como se fosse uma carta, sim, sou eu. Não tanto para falar de mim, mas do que me prometeram, daquilo que perdi, daquilo que consegui continuar. Prometeram-me um mundo de linhas simples, cresci quando se fazia, ao lado da minha escola, o edifício das Águas Livres de Nuno Teotónio Pereira, Portugal saía do português-suave que se sobrepôs ao modernismo. O mundo que imaginei meu seria assim, simples, sem enfeites. Foi o que me prometeram tantos dos que vieram antes de mim. Visito aqui os locais - nem todos - que me disseram seriam os da minha vida. Que foi feita por outros que a desenharam. Em Lisboa, ou em Paris, onde trabalhei e onde me sinto em casa. Ou Roma onde não cheguei a instalar-me. Lembro muita gente que me contou o mundo - mas nem todos.. É uma carta. Ou... É um auto-retrato (auto-filme? auto-golo) comigo de costas: para que quem veja, veja o que eu vejo. Aquilo que vejo (vi, verei) será aquilo que sou? Mas é uma carta, é a ti que quero contar, a ti, rapaz que quiseste ser actor.

Teatro da Politécnica

emilia prog 1 EMÍLIA
de 11 de Setembro a 19 de Outubro
NIKIAS quadrado prog NIKIAS SKAPINAKIS - Pintura e Desenho - 2018-2019
de 11 de Setembro a 19 de Outubro
VEMO NOS AO NASCER DO DIA de ZInnie Harris prog VEMO-NOS AO NASCER DO DIA
de 6 de Novembro a 14 de Dezembro
RETRATO DE UM RAPAZ prog RETRATO DE UM RAPAZ
de 6 de Novembro a 14 de Dezembro

Bilheteira

3ª a Sáb. das 17h00 até ao final do espectáculo

Preços:
Normal | 10 Euros
Descontos | estudantes | – 30 | + 65 | Grupos >10 | Protocolos | Profissionais do espectáculo | Dia do espectador (3ª) - 6 Euros

Bilhetes à venda

No Teatro da Politécnica, Reservas | 961960281, 212473972, www.bol.pt, Fnac, Worten, CTT, El Corte Inglês, Pousadas da Juventude, Serveasy, Pagaqui. Para INFORMAÇÕES/RESERVAS: Ligue 1820 (24 horas).

E fora da Politécnica

sonho prog SONHO (MAS TALVEZ NÃO)
Na Antena 2, Teatro Sem Fios, a 24 de Setembro às 19h00
VEMO NOS AO NASCER DO DIA de ZInnie Harris prog VEMO-NOS AO NASCER DO DIA
No Teatro Estúdio-Ildefonso Valério a 25 e 26 de Outubro
VIDAS ÍNTIMAS de Nöel Coward prog VIDAS ÍNTIMAS
No Teatro Municipal de Vila Real a 31 de Outubro
No Teatro Municipal da Guarda a 8 de Novembro
No Porto, no Teatro Nacional São João de 14 de Novembro a 1 de Dezembro
No Teatro Aveirense a 6 de Dezembro
Em Ponte de Lima, no teatro Diogo Bernardes a 14 de Dezembro
Na Póvoa de Varzim, no Cine-Teatro Garrett a 4 de Janeiro de 2020
Em Setúbal, no Fórum Municipal Luísa Todi a 11 de Janeiro de 2020
Em Santarém, no Teatro Municipal Sá da Bandeira a 18 de Janeiro de 2020
Em Braga, no Theatro Circo a 25 de Janeiro de 2020
Em Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva a 6 de Fevereiro de 2020
Em Coimbra, no Convento S. Francisco a 8 de Fevereiro de 2020
Em Viana do Castelo, no Teatro Sá de Miranda a 15 de Fevereiro de 2020
Em Torres Novas, no Teatro Virgínia a 29 de Fevereiro de 2020
No CCB – Centro Cultural de Belém de 4 a 9 de Março de 2020
a voz dos poetas prog A VOZ DOS POETAS
Biblioteca da Imprensa Nacional (Rua da Escola Politécnica)

23 de Setembro – Mário Cesariny por Maria João Luís e Jorge Silva Melo
11 de Novembro – José Gomes Ferreira por João Meireles (distribuição em curso)

EM VOZ ALTA prog EM VOZ ALTA
os nossos poetas leituras de poesia portuguesa pelos Artistas Unidos

Livrinhos de Teatro

K 126 Max Frisch

O SENHOR BIEDERMANN E OS INCENDIÁRIOS / ANDORRA
De Max Frisch
Livrinhos de Teatro nº 126 Artistas Unidos/Cotovia

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