MY ARM de e com Tim Crouch

my_arm_a MY ARM de e com Tim Crouch
Material digital Christian Dorley-Brown Encenação Tim Crouch, Karl James e Hettie Macdonald Produção news from nowhere

Na Culturgest (Palco do Grande Auditório)
com a colaboração dos Artistas Unidos e o apoio do British Council
2 e 3 de Julho às 21.30
Espectáculo em língua inglesa sem legendas
Duração: 1hora
A tradução de MY ARM está publicada na Artistas Unidos – Revista 10

Aos dez anos, à falta de qualquer coisa mais significativa para fazer, levantei o braço acima da cabeça e deixei-o lá ficar. Agora, trinta anos depois, estou tão cheio de significado que isso dá cabo de mim.
Uma aula? Um monólogo? Teatro? Conferência? MY ARM de Tim Crouch foi uma das grandes surpresas de Edimburgo 2003. E vem a Lisboa. À Culturgest. Nos dias 2 e 3 de Julho, às 21.30h.

Na tarde de sábado dia 3 de Julho, pelas 15h, Tim Crouch animará um workshop no Teatro Taborda subordinado ao tema do ESPECTADOR e da RECEPÇÃO, muito especialmente àquilo que um espectador traz para o teatro, como é que o trabalho do actor ou uma imagem cénica, como é que este conhecimento pode ser transformado em narrativa e representação. Esta sessão destina-se a cerca de 30 pessoas, estudantes de teatro, espectadores em geral, actores. A entrada é livre no limite dos lugares disponíveis.

MY ARM conta-nos a história de um homem que viveu trinta anos com um braço levantado acima da sua cabeça. É contado com a autenticidade e o pormenor de uma confissão. Uma peça de teatro totalmente honesta e convincente, apresentada por alguém que nunca levanta o braço acima da sua cabeça. Nem uma vez.
MY ARM é um estudo sobre a teimosia, a arte contemporânea e sobre como coisas que fazemos aos dez anos nos marcam para sempre. Nos seus 60 minutos, MY ARM absorve os espectadores e agarra-os na ficção – usando o mínimo de artifício para um máximo de suspensão da descrença. É hipnotizante – provocante, profundo e maravilhosamente escrito.
A peça mistura representação ao vivo com sequências de filmes encomendadas ao artista Chris Dorley-Brown. Grande parte da história é contada através da manipulação de objectos do quotidiano que os espectadores fornecem no início do espectáculo. Eles tornam-se os ícones desta história. São tão significativos como o braço de uma criança de dez anos.

Tim Crouch é escritor, actor e professor. Fundou o Public Parts Theatre com a sua mulher, Julia Collins, com quem trabalhou em oito espectáculos, incluindo uma adaptação de The Good Soldier de Ford Madox Ford que foi representada na West Yorkshire Playhouse e The Marvellous Boy, que estreou no Bush Theatre. Recentemente entrou como actor em Endgame de Beckett (com o Estabelecimento Prisional de Brixton), A Boa Alma de Setzuan de Brecht e Light Shining in Buckinghamshire de Caryl Churchill, sempre no National Theatre, onde colabora com o Departamento de Educação. Nos Estados Unidos, entrou em Tio Vânia de Tchékhov, Noite de Reis e A Fera Amansada para o Franklin Theatre de Nova Iorque, onde é Artista Associado. Outros trabalhos como actor incluem o protagonista em Macbeth no Swan Theatre de Worcester, Cardew em Handbag de Mark Ravenhill no ATC e uma série de aparições na televisão e no cinema desde Coronation Street a Mile High.
My Arm é a sua primeira peça. Em 2003 escreveu ainda I Caliban para o Festival de Brighton e Shopping For Shoes para o National Theatre/ Art of Regeneration, duas peças para públicos respectivamente com mais de dez e mais de doze anos. Para 2004 está programada a estreia de uma nova peça para crianças, I, Peaseblossom, e, para o Festival de Edimburgo de 2005, An Oak Tree, 1973.
My Arm estreou a 31 de Julho de 2003, no Traverse Theatre, durante o Festival de Edimburgo e acaba de fazer em Nova Iorque uma digressão triunfal. O espectáculo tem sido apresentado – nomeadamente em Maio e Junho - no Battersea Arts Center de Londres.

Da crítica
“Durante uma hora, manipulando objectos que os espectadores lhe confiam, Crouch é e não é, conta e não conta a história de alguém (ele?) que foi perdendo a vida, numa meditação inquietante sobre a escolha trágica. Fá-lo como um conferencista, numa distância irónica onde irrompem delicadas imagens em super-8 de uma criança num quintal, numa praia, com a mãe. Estamos num mundo de famílias perdidas, de respirações contidas, sorrimos do que fomos fazendo de nós. É tão bonito.”
Jorge Silva Melo, Público

“… profundamente comovente. Crouch usa a sugestão para criar uma peça improvável mas terrível acerca de um rapaz com o braço no ar. Uma preciosidade.”
Sarah Slater, Evening Standard

“Crouch conta a sua história sem nunca perder de vista a dolorosa humanidade que está por trás – a imagem final do seu espectáculo é tão directamente comovente que deixou muitos espectadores – inclusivamente eu – perto das lágrimas”
Joyce Mac Millan, The Scotsman

My Arm questiona no palco a natureza da arte e da representação, correndo riscos enormes no seu processo. Nesses momentos, Crouch está armado e é perigoso.”
Lyn Gardner, The Guardian

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