ANA VIEIRA: e o que não é visto de Jorge Silva Melo

ana_vieira_naevisto_a ANA VIEIRA: e o que não é visto
Imagem José Luís Carvalhosa Música Original Pedro Carneiro Assistente de Imagem César Casaca e Paulo Menezes Som Armanda Carvalho Montagem Vítor Alves e Miguel Aguiar Misturas Tiago Matos Argumento e realização Jorge Silva Melo com a colaboração de Paulo Pires do Vale Uma produção Artistas Unidos/ RTP com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian/ICA

Este filme foi editado pela Midas Filmes www.midas-filmes.pt

Estreia na Fundação Gulbenkian (auditório 3) a 24 de Março de 2011
Na RTP2, a 25 de Março de 2011
No 9500 CINECLUBE (Ponta Delgada) a 4 de Julho de 2011
No Festival Temps d’Images a 16 de Novembro de 2011.
Na Universidade Nova de Lisboa, às 18.00H, no Auditório 2, 3º Piso, TORRE B, 3 de Maio de 2012

É insólito o lugar de Ana Vieira na arte portuguesa: trabalhando o rasto, a sombra, a passagem da luz (ou dos corpos?), o reflexo, a sobreposição, a pegada, a memória ou a planificação do futuro, a sua arte raia o invisível. E questiona o lugar da arte - e do espectador, colocado sempre “de fora” ou com a consciência do “off”.

ana_vieira_naevisto_bAna Vieira era para mim um nome distante, um rosto mítico, uma fotografia, uma memória de exposições na Quadrante (das Avenidas Novas) naqueles anos 70 cheios de pressa. Até que uma noite, no velho edifício d´ A Capital, onde, felizes, funcionaram os Artistas Unidos, a recepcionista me disse que uma senhora passara e deixara um projecto para mim. Lá ficou uns dias, nem olhei. E uma manhã vi, era o projecto “Casa Desabitada” e quem se propunha trabalhar connosco naquele edifício em ruínas, naquele barracão imundo era Ana Vieira. Eu não a conhecia, fiquei, confesso, comovido: que alguém com o percurso e o prestígio, a obra de Ana Vieira, queira meter-se com gente acampada em edifício em ruínas, era inesperado. E só possível por-que A Capital, a pouco e pouco, parecia um lugar possível, uma plataforma para os artistas, um lugar desejado. Depois, foi o corridinho do costume, negociações com as autoridades, fecho, suspensão de actividades, o exílio, o desterro no Teatro Taborda. Mas a ideia prosseguiu, a proposta de Ana Vieira fez-se. Em Lisboa e no Porto. Com a colaboração imprescindível de Liliana Coutinho (que viria a dedicar um estudo exemplar à obra da Artista publicado na Editorial Caminho), que também convoquei para me ajudar neste documentário.
Depois de 2004, não nos perdemos de vista. Em 2008/9, fizemos, com a Porta 33 (Funchal), a exposição IN/VISIBILIDADE, que, em Lisboa, foi montada no Palácio Marquês de Pombal, à rua do Século.
Agora, em 2010-11, a obra de Ana Vieira vai voltar a ver-se. Primeiro, no Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada; depois, em Janeiro de 2011, no CAM.
Uma retrospectiva, uma revisão, uma oportunidade única de ver (o que não se vê). O que não se vê porque está guardado, porque não é mostrável, porque a arte de Ana não é a de “colorir uns metros quadrados para pendurar na parede”. Mas o que não se vê (ou se vê de esguelha, espiando, deslocando o ponto de vista, recusando a frontalidade do renascimento) é o assunto principal deste trabalho intransigente.
No cinema, designa-se isso por “off” e é o assunto principal de muitos dos mais belos planos. No teatro, chamou-se a isso “bastidores”, é onde morrem Jocasta e Antígona, se cega Édipo, morre Fedra. Nós só sabemos, porque, felizmente, Téramène na “Fedra” ou o Soldado no “Rei Édipo”, ecos, testemunhas, nos vêm contar.
Ou porque Ana Vieira, guardadora das sombras, lhes fixou a traça?
Filmar o invisível, é assim um destino: filmar o rasto (rastejar?), a ausência, colocar-me à indiscreta janela (é belo o inglês, Rear Window) onde passam as sombras, na caverna.
Jorge Silva Melo

Teatro da Politécnica

emilia prog EMÍLIA
de 11 de Setembro a 19 de Outubro
   

Bilheteira

3ª a Sáb. das 17h00 até ao final do espectáculo

Preços:
Normal | 10 Euros
Descontos | estudantes | – 30 | + 65 | Grupos >10 | Protocolos | Profissionais do espectáculo | Dia do espectador (3ª) - 6 Euros

Bilhetes à venda

No Teatro da Politécnica, Reservas | 961960281, 212473972, www.bol.pt, Fnac, Worten, CTT, El Corte Inglês, Pousadas da Juventude, Serveasy, Pagaqui. Para INFORMAÇÕES/RESERVAS: Ligue 1820 (24 horas).

E fora da Politécnica

a voz dos poetas prog A VOZ DOS POETAS
Biblioteca da Imprensa Nacional (Rua da Escola Politécnica)

23 de Setembro – Mário Cesariny por Maria João Luís e Jorge Silva Melo
11 de Novembro – José Gomes Ferreira por João Meireles (distribuição em curso)

EM VOZ ALTA prog EM VOZ ALTA
os nossos poetas leituras de poesia portuguesa pelos Artistas Unidos

Livrinhos de Teatro

K 126 Max Frisch

O SENHOR BIEDERMANN E OS INCENDIÁRIOS / ANDORRA
De Max Frisch
Livrinhos de Teatro nº 126 Artistas Unidos/Cotovia

Livraria online »»

Subscrever Newsletter