ANTÓNIO, UM RAPAZ DE LISBOA de Jorge Silva Melo

antonio_um_rapaz_de_lisboa_a ANTÓNIO, UM RAPAZ DE LISBOA de Jorge Silva Melo
Com Lia Gama, Manuel Wiborg, Sylvie Rocha, Isabel Muñoz Cardoso, Paulo Claro, Marco Delgado, Joana Bárcia, Alfredo Nunes, Isabel Leitão , Anabela Almeida, Ângelo Torres, António Simão, Daniel Martinho, Guilherme Mendonça, Helena Reis Silva, João Meireles, Jorge Andrade, Magda Dimas, Maria João Vicente, Miguel Mendes, Miguel Pereira, Paula Serra, Paulo Patraquim, Pedro Canhoto, Rafaela Santos, Sílvia Filipe, Teresa Amaro Cenografia e figurinos Rita Lopes Alves assistida por Rosa Lopes Alves
Luz Pedro Domingos Som Pedro Caldas Movimento João Fiadeiro Música José Mário Branco Encenação Jorge Silva Melo assistido por Manuel Mozos, João Pedro Rodrigues e Manuel Wiborg
Estreia no Grande Auditório da Gulbenkian - Encontros Acarte - 18 de Setembro de 1995

Teatro Tivoli, 17 de Abril de 1996.

O texto (elaborado num Seminário de Escrita Teatral entre 1 de Fevereiro e 14 de Março de 1995) está publicado nas Edições Cotovia.

antonio_um_rapaz_de_lisboa_bPor que nos retiraram de cena? A nós, que estamos vivos (e não será preciso, depois de tanto terramoto, decidir "cuidar dos vivos e enterrar os mortos"?) Porque voltaram os mortos a todas as cenas? Porque é que, para falarem hoje connosco, precisam os actores de pôr peruca, collant e armadura?Porque é que se tratam uns aos outros por Vosselência com voz de sepulcro? Ou, se os gestos são os de agora, nunca as personagens se encontram na Almirante Reis, e sim algures numa Alemanha que é um puro "não-lugar teatral"?

[...]

Fazer um texto - um texto, um texto, um texto! - dos dias de hoje. Tão de hoje que até haverá partes em que as personagens verão a TV do dia e lerão os jornais da véspera ou desse mesmo dia.

[...]

Este texto começa, assim, de uma maneira e rapidamente bifurca; instala-se num realismo que seria hiper como os mercados para logo passar a uma narração que é lírica se não for pirosa, e arriscamos mesmo na parte 3 a pura fantasia teatreira. Porque se tutto è susceptibile di teatro, também a escrita do teatro

[...]

pode ser aberta a tudo, não se prender, deixar-se andar, maria que vai com as personagens e os temas e não se rala. [...] [A pensar] sobre como é viver em Lisboa. Um rapaz viver em Lisboa. Uma rapariga, outra, uma mulher, outros rapazes. Quando? Hoje. Será como a gente escreveu? Se calhar não é. E depois?
Jorge Silva Melo

Teatro da Politécnica

Bilheteira

3ª a Sáb. das 17h00 até ao final do espectáculo

Preços:
Normal | 10 Euros
Descontos | estudantes | – 30 | + 65 | Grupos >10 | Protocolos | Profissionais do espectáculo | Dia do espectador (3ª) - 6 Euros

Bilhetes à venda

No Teatro da Politécnica, Reservas | 961960281, www.ticketline.sapo.pt, Fnac, Worten, C. C. Dolce Vita, El Corte Inglês, Casino Lisboa, Galeria Comercial Campo Pequeno, Lojas Viagens Abreu e INFORMAÇÕES/RESERVAS: Ligue 1820 (24 horas).

E fora da Politécnica

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Em Estarreja, no Cine-Teatro de Estarreja a 2 de Dezembro
Em Ponte de Lima, no Teatro Diogo Bernardes a 8 de Dezembro
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Na Biblioteca da Imprensa Nacional
5 de Fevereiro de 2018: Alberto de Lacerda por Jorge Silva Melo e Nuno
2 de Abril de 2018: Adolfo Casais Monteiro por Jorge Silva Melo e Luís Lucas
9 de Maio de 2018: Gomes Leal por Jorge Silva Melo e Manuel Wiborg
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De janeiro de 2017 a janeiro de 2018 nos primeiros domingos de cada mês, às 15h30, a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva exibe os filmes produzidos pelos Artistas Unidos sobre artistas plásticos.

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