ANA

de José Maria Vieira Mendes

Livrinhos de Teatro nº 39 Artistas Unidos / Livros Cotovia

Vieira Mendes partiu da peça anterior, Onde Vamos Morar, onde inaugurou, como diz, «uma forma diferente de falar em palco» da ideia de T1 (peça escrita em 2001, onde jogava com o espaço) e da não linearidade temporal. Escrita no isolamento de uma residência criativa, em França, nasceu esta Ana que espelha «o final de um ciclo de escrita e que pensa sobre a impossibilidade da ficção ou que esplora a ficção até ao ponto em que ela se desfaz. Fazendo uso de muito poucos meios ficcionais (uma mala, quatro personagens, um vestido e um chá) e usando a palavra, a ideia foi brincar com as expectativas do público face à própria história e levar isso ao extremo. José Maria Vieira Mendes conta que foi só depois de começar a escrever que percebeu que o texto era sobre o "o tempo" e sobre "o fim da ficção".
Gisela Pissara, Diário de Notícias

7.00

L39