| DIAS FELIZES de Samuel Beckett |
Estreia Espaço A Capital/ Teatro Paulo Claro 12 de Abril de 2001 O texto está publicado na Editorial Estampa "A sombrinha que me deste. naquele dia.(Pausa.). aquele dia. o lago. os nenúfares. (Olha em frente. Pausa.) Qual dia? (Pausa.) Quais nenúfares? (Longa pausa. Fecha os olhos. Campainha estridente. Abre logo os olhos. Pausa. Olha à direita.)" DIAS FELIZES: A estreia de HAPPY DAYS de Samuel Beckett ocorreu em Nova Iorque em 1961, numa encenação de Alan Schneider com Ruth White. OH! LES BEAUX JOURS estreou no Odéon em Paris, em 1963, numa encenação de Roger Blin, com Madeleine Renaud e Jean-Louis Barrault. Em Portugal, Glicínia Quartin estreou a presente tradução em 1968, na Casa da Comédia, ao lado de Ruy Furtado, numa encenação de Artur Ramos. Samuel Beckett dirigiu a actriz Peggy Ashcroft e posteriormente Billie Whitelaw em Londres. "Sempre tive a sensação de que em mim havia um ser assassinado. Assassinado antes de nascer. Eu tinha de reencontrar esse ser assassinado, voltar a dar-lhe vida." "DIAS FELIZES é um maravilhoso poema de amor, o canto de uma mulher que ainda quer ouvir e ver o homem que ama." "Winnie afunda-se na terra; no primeiro acto está enterrada até ao peito e passa o tempo entre a campainha que marca o início e fim de cada dia, metendo conversa com o marido, recordando, contando histórias para si própria, remexendo no seu saco." "Winnie está dolorosamente consciente da sua situação física, mas não do seu absurdo. É essa inconsciência que faz a própria força de Winnie. Ela reconstrói-se com uma graça e tenacidade extraordinárias, tentando afastar o sentimento de incapacidade que cresce."
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