| LILÁS de Jon Fosse |
No Teatro Viriato (Viseu) de 25 a 27 de Janeiro de 2007 No Teatro Municipal de Faro de 31 de Janeiro a 2 de Fevereiro de 2007 No Centro de Artes de Sines a 30 e 31 de Março O texto está publicado nos Livrinhos de Teatro nº 19 Na cave húmida de uma velha fábrica, um rapaz mostra a uma rapariga onde a sua banda ensaia. O namorado da rapariga aparece - o baterista - e cresce uma tensão no ar. Com quem é que ela está agora? Depois dela sair, aparece o resto da banda - o vocalista e o baixista - e descobrimos que o rapaz quer deixar a banda, embora tivesse sido o seu entusiasmo inicial a juntá-los. Esta é uma peça sobre os adolescentes, os seus locais de encontro, os amores desfeitos, as suspeitas, a vontade de partir, de ir embora, de cortar as amarras, a necessidade do grupo, a vontade de ficar, a solidão daqueles que, entre os 14 e os 17 anos, não sabem ainda como viver, presos aos dias que se seguem. A que só a música, ás vezes, parece dar voz. Um espectáculo para ser visto por adolescentes, sozinhos, em grupos, com os pais, com os amigos. É da vida deles que aqui se trata, da nossa vida cinzenta. Que vai ser de nós? PARA UMA DRAMATURGIA JUVENIL - o 2º projecto - LILÁS de Jon Fosse
Começámos, em 2005, com A Fábrica de Nada de Judith Herzberg, uma peça sobre o desemprego, o trabalho, o associativismo, a luta, a esperança. E estivemos em Lisboa, na Culturgest, e em Viseu, Beja, Guimarães, Funchal, Aveiro, Faro, Estarreja. Trata-se de um programa-piloto com a duração de três temporadas em que se produzirão profissionalmente 3 espectáculos para espectadores juvenis a partir de textos já escritos por autores que já trabalhámos (Judith Herzberg e Jon Fosse) e de uma primeira encomenda a um jovem autor português que acompanhará as produções anteriores (Miguel Castro Caldas). A este projecto de 3 anos associam-se a Culturgest, a DeVir, o Teatro Municipal de Faro, a Casa das Mudas, o Teatro Viriato e o Centro Cultural de Belém. Experiências recentes e estimulantes como CONNECTIONS no National Theatre ou PANOS na Culturgest mostram, com clareza, que uma nova dramaturgia é possível para um público pré-adolescente e adolescente. Não se trata apenas de criação de espectáculos para jovens, mas da escrita de peças destinadas a um público juvenil. Os Artistas Unidos, interessados no desenvolvimento das dramaturgias contemporâneas, não podem ignorar esta tendência tanto mais que têm escrito para projectos destes autores que podemos considerar nossos “cúmplices” como Jon Fosse, Judith Herzberg, David Greig, David Harrower, Finn Junker, Fausto Paravidino, Letizia Russo. LILÁS de Jon Fosse é o segundo projecto deste ciclo. Não é uma peça para crianças. É uma peça adulta para adolescentes, para ser vista em grupo escolar, grupo de amigos, com a família. É uma peça grave e que os adolescentes conhecem - não se trata de fugirmos pela fantasia, aqui o mundo da adolescência é tratado olhos nos olhos, de igual para igual. (*)Tradução realizada com o apoio de Norsk Dramatikeres Forbund e no âmbito do ATELIER EUROPÉEN DE LA TRADUCTION/SCÈNE NATIONAL D’ORLÉANS com o apoio da UNIÃO EUROPEIA Comissão de Educação e Cultura - programa Cultura 2000. |


