| ANTONIO TARANTINO |
Nasceu em Bolzano em 1938. Pintor auto-didacta decide, já depois dos seus cinquenta anos e sem saber bem porquê, começar a escrever para teatro. Os seus primeiros trabalhos Stabat Mater e Paixão Segundo João (publicados no nº11 da colecção Livrinhos de Teatro) ganharam o prémio Riccione, um importante prémio de escrita teatral. Em seguida escreveu Vésperas da Virgem Santíssima e Brilharetes. Estes quatro trabalhos que foram originalmente encenados por Cherif e receberam o prémio UBU em 1998, prémio que voltou a ser concedido a Tarantino (pelos Quatro Actos Profanos, em 2010). Escreveu Materiali per Una Tragedia Tedesca que repete a vitória do Riccione em 1997 e também a do prémio UBU já no ano 2000. Ainda em 2000, escreve Stranieri para o CSS de Udine. Entre 2000 e 2005 escreveu La Casa de Ramallah, La Pace, Trattato di Pace, Non é che Un Piccolo Problema. Para os Artistas Unidos, escreve A Coxa Vai Parir Mas o Bebé Quer Lá Saber de Nascer, integrado no espectáculo Conferência de Imprensa e Outras Aldrabices (em homenagem a Harold Pinter), levado à cena em 2004. Também pelos Artistas Unidos foi realizada uma leitura de A Casa de Ramallah, dirigida por João Meireles e integrada no Festival de Almada em 2004. Em 2005, Os Artistas Unidos estreiam Paixão Segundo João, com encenação de Jorge Silva Melo e com interpretações de Miguel Borges e Américo Silva. O espectáculo foi reposto em 2006. Stabat Mater estreia em 2006, também encenado por Jorge Silva Melo e com Maria João Luís. Em 2011, os Artistas Unidos regressaram a Tarantino com a produção Brilharetes com Tiago Nogueira e João de Brito. Entretanto, Tarantino passou a ter um grande reconhecimento quer em Itália quer em França, onde é montado com regularidade. Os seus textos mais recentes são Gramsci em Turi sobre os anos de prisão do grande teórico marxista e Cara Medeia, publicados na Ubulibri.
Do autor nos Livrinhos de Teatro: Nas Revistas Artistas Unidos: Com os Artistas Unidos: |

