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RUÍNAS
(BLASTED) de Sarah Kane
| RUÍNAS: Ian, jornalista, chega ao quarto de um hotel com Kate, sua ex-namorada. Vêm passar a noite. A noite das suas vidas. Ian está a morrer. Cate desmaia. O casal irá refazer-se com a eterna guerra que rebenta no quarto. Um soldado entra e Ian passa a ser instrumento nas mãos do soldado. Por nada; a violência gera violência. Num mundo selvagem. Um mundo onde o amor se senta a um canto a ver a chuva de um ano cair. A obra de Sarah Kane é uma ferida aberta. A violência (a guerra da ex-Jugoslávia em plena Europa de 1991 a 1995), o sexo que "ameaça sempre a ordem - a desumana e assexuada ordem social que o homem branco tenta manter de pé com todas as suas forças", a droga são pretextos para falar de amor. |
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O
espectáculo recria admiravelmente o ambiente opressivo que o texto sugere,
talvez ainda de forma mais radical que este.
João Carneiro
Expresso
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